Sem dúvida, a minha primeira grande experiência com a palavra escrita foi
coordenada por minha mãe. Ela foi a primeira pessoa que percebeu a minha paixão
por tentar construir versos e embora eu tivesse apenas dez anos de idade, me
ensinava a contagem métrica, cortava, acrescentava, criticava, elogiava e isso
me fazia muito feliz, embora fosse uma época de muita pobreza. Em seguida, já no
antigo ginásio, tive a sorte de encontrar alguns maravilhosos professores que
acompanharam e alimentaram essa minha paixão pela poesia que me acompanha até
hoje e é parte relevante da minha existência. É claro que na sequência dos estudos e da vida, fui encontrando pela
frente os grandes mestres em prosa e verso. Ainda me lembro com clareza da
primeira vez que me apresentaram Drummond, Fernando Pessoa, Machado de Assis,
Clarice, Neruda, Brecht, Vinícus,Cecília, Bandeira e tantos outros. A cada
encontro uma intensa transformação. E o menino pobre foi aprendendo riquezas
interiores e passou a se sentir, de fato, um cidadão.
Paulo Franco
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