Tião veio para São Paulo, mas a
família ficou inteira no norte. Na cidade grande, a velocidade da
vida quase que não permitia o contato entre esses pólos e, por essa
razão, Tião estranhou o número desconhecido que aparecera no visor
de seu modernoso aparelho celular.
- Alô?! - em tom de
questionamento.
- Alô, Tião? Oh meu filho, aqui quem fala é o
seu pai.
- Santa Bárbara! Seu Joaquim, quanto tempo!
- Santa Bárbara! Seu Joaquim, quanto tempo!
- Mas é, cabra, você se escondeu aí na “prediaiada”.
-
Aqui não tem como, né? Mas conta pra mim, como é que tá a
terrinha?
- Bem, por aqui a coisa não tá lá tão boa não...
- Bem, por aqui a coisa não tá lá tão boa não...
- Poxa, conta pra mim, o que houve?!
- Ah,
você nem sabe... as 'horta' lá de casa 'tão' morrendo tudo.
-
Morrendo? Mas por quê? A seca tá brava?
- Não, não é isso não...
- Não, não é isso não...
- Então
o que é?
- É que seus irmãos foram tudo embora.
- Embora?
Mas por quê?
- Ah, acho que foi porque o seu velho foi preso, né?
Tô ligando aqui da prisão...
- PRESO?! Como assim preso?! Por que você seria preso?
- PRESO?! Como assim preso?! Por que você seria preso?
- Por que eu apaguei um cabrunco aqui.
- Meu
senhor! Mas você matou um cara? Não é possível... por que isso
aconteceu?
- É que eu achei um presunto na porta do nosso barraco, aí apaguei o responsável.
- É que eu achei um presunto na porta do nosso barraco, aí apaguei o responsável.
- Achou um defunto?
De quem?
- Da sua mãe.
- Da sua mãe.
Paulo, parabéns pelo blog, adorei o link para seu blog, sugiro que coloque o texto de apresentação no início do blog. Faltou alguns atrativos como: vídeos, sugestões, textos curiosos.
ResponderExcluirBjs,
Gildete
Gildete, em nome do grupo 4, agradeço a gentileza. Apesar do tempo que nos esmaga, lutaremos para melhorar a imagem do blog. Abraços.
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