domingo, 28 de outubro de 2012
É
engraçado recordar minhas experiências com leitura e escrita, pois as
que mais me marcaram, foram aquelas quando eu ainda mal sabia ler e
escrever. Lembro-me que minha mãe sempre comprava livros de contos de
fada, onde era possível abrir a porta do castelo, abaixar as pontes e a
história eu mesma criava de acordo com os desenhos e assim era com os
gibis também. Os livros de receita de minha mãe eram todos rabiscados,
pois como eram feitos do próprio punho dela, eu ficava fascinada e
achava que a letra dela era um desenho de tão linda. Já alfabetizada, o
que fascinou mesmo foi a enciclopédia Barsa. O conteúdo de inglês e do
corpo humano para mim eram deslumbrantes. Inclusive meu interesse pelo
inglês começou ali, naquele contato, onde eu sem conhecer a pronúncia
correta, lia do jeito que estava escrito e também deixava algumas coisas
escritas. Agradeço a minha família por não ter ficado brava com meus
rabiscos nos livros ou nas paredes, por terem visto de uma maneira
saudável, engraçada e produtiva, porque penso que se tivesse sido
diferente, talvez isso tivesse impactado de maneira negativa em meu
aprendizado e gosto pelas letras.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Descoberta da leitura
Fui apresentada aos livros ainda pequena, quando não sabia nem ler, pela minha querida mãe que não concluiu nem a quinta série (4 ano ) , mas que fala e escreve maravilhosamente bem ( diga-se de passagem) por conta deste hábito que adquiriu sozinha. Ela não lia classicos da literatura, lia Sabrina.
Um dia eu pedi para que ela me contasse as histórias e ela não podendo contar o que lia inventava um monte de histórias e assim começou a minha vontade de também poder ler sozinha aquelas histórias para contar também assim como ela. Nesse meio tempo fiu alfabetizada e minha mãe começou a comprar livros de fábulas para mim, me recordo que tinha bastante gravura, o que possibilitava ainda mais meu mergulho naquelas histórias. Depois com o tempo ela ganhou a coleção vaga-lume (usado) e eu li todos.
Depois na minha adolescencia li todos os livros do Paulo Coelho, me arrependo um pouco, porque perdi meu tempo. Poderia ter lido Machado de Assis , José de Alencar , Guimarães Rosa ou Eça de Queiroz. E foi isso que fiz na faculdade com um pouco de dificuldade, pois não tinha muito tempo para a leitura - tinha que trabalhar o dia todo.
Hoje tento recuperar o tempo lendo os classicos que não li. Amo de paixão ler. Estou tentando passar isso para meus filhos assim como minha mãe fez comigo.
Minhas primeiras leituras
Meu pai ( professor de História Advogado)
,contava muitas histórias para eu dormir. Adorava, desde muito pequena ,escutar
aquelas aventuras mágicas e fascinantes, que me envolvia e acalentava
.
Aprendi a ler com ele antes mesmo de entrar
para a primeira série.
Na minha época de infância , ( que saudades
daquele tempo), brincávamos na rua, na casa das amigas, a televisão só á noite e
ainda assim depois de fazer os deveres da escola, por isso eu lia
muito.
Não tínhamos a facilidade da
internet . Aprendi me divertindo com a coleção do Monteiro Lobato.
Através dos meus livros estudei, fiz pesquisa
para a escola, viajei por diversos países, sonhei, conheci usos e costumes de
diferentes época.
A cada livro me transformava na heroína,
imaginava estar em lindos bailes, valsando pelos magníficos salões, com vestidos
deslumbrantes. Outras vezes chorava e sofria pelo destino das
personagens.
A leitura me proporcionou um desenvolvimento
crítico, um conhecimento de mundo que me ajudou muito na faculdade e no
decorrer de minha vida.
À leitura é um exercício fascinante de
possibilidades de aprendizado.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A PRIMEIRA GRANDE EXPERIÊNCIA:
Sem dúvida, a minha primeira grande experiência com a palavra escrita foi
coordenada por minha mãe. Ela foi a primeira pessoa que percebeu a minha paixão
por tentar construir versos e embora eu tivesse apenas dez anos de idade, me
ensinava a contagem métrica, cortava, acrescentava, criticava, elogiava e isso
me fazia muito feliz, embora fosse uma época de muita pobreza. Em seguida, já no
antigo ginásio, tive a sorte de encontrar alguns maravilhosos professores que
acompanharam e alimentaram essa minha paixão pela poesia que me acompanha até
hoje e é parte relevante da minha existência. É claro que na sequência dos estudos e da vida, fui encontrando pela
frente os grandes mestres em prosa e verso. Ainda me lembro com clareza da
primeira vez que me apresentaram Drummond, Fernando Pessoa, Machado de Assis,
Clarice, Neruda, Brecht, Vinícus,Cecília, Bandeira e tantos outros. A cada
encontro uma intensa transformação. E o menino pobre foi aprendendo riquezas
interiores e passou a se sentir, de fato, um cidadão.
Paulo Franco
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