sexta-feira, 16 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Conversa telefônica
- Alô?
- Alô`
- Cris é você?
- Sim, quem está falando?
- Sou eu Cris, a Maria! Desculpe te ligar tão cedo.
- Oi Maria, não estava econhecendo sua voz. O que foi? Parece preocupada?
- Estou mesmo Cris! Preciso te contar uma coisa no mínimo estranha e no máximo curiosa que está me acontecendo agora. Nem sei o que pensar direito!
- Fala logo o que foi! Agora eu que estou curiosa.
- Tem um cadáver na soleira da minha porta!
- Como assim?
- Estava no banheiro escovando os dentes, quando a campainha tocou, fui atender. E para meu espanto a visita era o cadáver estirado na porta da minha casa.
- Credo Maria! Você não está com medo?
- Não! Medo não, estou preocupada. Até coloquei o dedo para verificar se estava vivo e foi aí que percebi que não, porque está geladíssimo.
- E agora?
- Já chamei a policia. Deve estar chegando.
- E...
- Desculpe Cris, agora vou ter que desligar porque a polícia chegou. Beijos.Tchau!
- Tchau.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
ENQUANTO ISSO, NA TERRINHA...
Tião veio para São Paulo, mas a
família ficou inteira no norte. Na cidade grande, a velocidade da
vida quase que não permitia o contato entre esses pólos e, por essa
razão, Tião estranhou o número desconhecido que aparecera no visor
de seu modernoso aparelho celular.
- Alô?! - em tom de
questionamento.
- Alô, Tião? Oh meu filho, aqui quem fala é o
seu pai.
- Santa Bárbara! Seu Joaquim, quanto tempo!
- Santa Bárbara! Seu Joaquim, quanto tempo!
- Mas é, cabra, você se escondeu aí na “prediaiada”.
-
Aqui não tem como, né? Mas conta pra mim, como é que tá a
terrinha?
- Bem, por aqui a coisa não tá lá tão boa não...
- Bem, por aqui a coisa não tá lá tão boa não...
- Poxa, conta pra mim, o que houve?!
- Ah,
você nem sabe... as 'horta' lá de casa 'tão' morrendo tudo.
-
Morrendo? Mas por quê? A seca tá brava?
- Não, não é isso não...
- Não, não é isso não...
- Então
o que é?
- É que seus irmãos foram tudo embora.
- Embora?
Mas por quê?
- Ah, acho que foi porque o seu velho foi preso, né?
Tô ligando aqui da prisão...
- PRESO?! Como assim preso?! Por que você seria preso?
- PRESO?! Como assim preso?! Por que você seria preso?
- Por que eu apaguei um cabrunco aqui.
- Meu
senhor! Mas você matou um cara? Não é possível... por que isso
aconteceu?
- É que eu achei um presunto na porta do nosso barraco, aí apaguei o responsável.
- É que eu achei um presunto na porta do nosso barraco, aí apaguei o responsável.
- Achou um defunto?
De quem?
- Da sua mãe.
- Da sua mãe.
domingo, 4 de novembro de 2012
Antes fosse um trote ...
Michelle e Natalie são amigas. Em um certo dia, Natalie depara-se com uma cadáver em sua porta e liga imediatamente, ainda em choque, para sua amiga Michelle.
__ Al ...
__ Michelle !
__ Oi! Natalie ? Que foi ? Que voz estranha é essa ? Você tá bem ?
__ Não !
__ Não ?
__ Não !
__ Você tá me deixando preocupada com esse tom. O que aconteceu ?
(Silêncio)
__ Fala logo mulher, pelo amor de Deus !
__ Um cadáver !
__ De barata ( Risos )
__ Não !
__ Como assim, não ?!
__ Não !
__ Então você tá querendo dizer um cadáver ... cadáver ?
__ Uhum ...
__ De gente ?
__ É criatura ! Bem na minha porta ! Tô em choque aqui, sem saber o que fazer ! O rosto tá desfigurado, eu não tenho coragem pra mexer, procurar algum documento pra saber quem é, sei lá ... Vem pra cá, amiga, por favor ! Tô começando a entrar em pânico aqui ! Me ajuda !
__ Ai meu pai ! Calma, calma, calma, Nati. Eu tô saindo de pijama mesmo, já tô pegando a chave do carro e em cinco minitunhos eu tô chego aí.
__ Obrigada, Mi ! Obrigada, obrigada ! Mas você acha que eu já devo avisar a polícia ?
__ Mas não avisou ainda, menina ? Avise já. Tô saindo daqui, já já chego aí. Fui.
SOCORRO!CACAU, ME AJUDE, PORQUE A POLÍCIA NÃO VEM.
Thaís, pessoa que encontrou o cadáver.
Maria Candida ( Cacau) - pessoa que recebe o telefonema.
_ Cacau , Cacau ....?
_ Oi Thaís, tudo bem, querida?
_ Tudo bem, nada. Por favor me ajude, não sei o que fazer, estou insegura e
desesperada..
_ O que aconteceu para estar nesta aflição? Fala logo. Morreu
alguém?
_ Cruzes, Cacau, como advinhou? Ao abrir a porta de casa, para ir
trabalhar, encontrei um cadáver , na calçada.
_ Como assim, Thaís? Que brincadeira mais boba.... Está querendo me
assustar? Porque se esta era a sua intenção, conseguiu, sua cretina.
_ NÃO ! Não é brincadeira, é a mais pura verdade.
_ Thaís, explique isso direito, antes que encontre outro cadáver, o meu
!!!!!
_ È uma moça loira. bonita. mas está muito machucada. Parece que apanhou
muito antes de morrer.
_ Você a conhece?
_ Não tenho a menor ideia de quem seja. Não tive coragem de mexer em nada.
Estou em pânico. Liguei para a polícia, mas ela ainda não chegou.
_ Larga de ser boba, Thaís. Peque a bolsa e veja se tem algum documento que
a identifique.
_ Euuuu!!! de jeito nenhum. Pare de falar o que eu devo fazer e venha já
para cá. Entendeu, ou precise que eu desenhe?
_ Haja paciência, estou indo, fique calma. Chego em minutos.
domingo, 28 de outubro de 2012
É
engraçado recordar minhas experiências com leitura e escrita, pois as
que mais me marcaram, foram aquelas quando eu ainda mal sabia ler e
escrever. Lembro-me que minha mãe sempre comprava livros de contos de
fada, onde era possível abrir a porta do castelo, abaixar as pontes e a
história eu mesma criava de acordo com os desenhos e assim era com os
gibis também. Os livros de receita de minha mãe eram todos rabiscados,
pois como eram feitos do próprio punho dela, eu ficava fascinada e
achava que a letra dela era um desenho de tão linda. Já alfabetizada, o
que fascinou mesmo foi a enciclopédia Barsa. O conteúdo de inglês e do
corpo humano para mim eram deslumbrantes. Inclusive meu interesse pelo
inglês começou ali, naquele contato, onde eu sem conhecer a pronúncia
correta, lia do jeito que estava escrito e também deixava algumas coisas
escritas. Agradeço a minha família por não ter ficado brava com meus
rabiscos nos livros ou nas paredes, por terem visto de uma maneira
saudável, engraçada e produtiva, porque penso que se tivesse sido
diferente, talvez isso tivesse impactado de maneira negativa em meu
aprendizado e gosto pelas letras.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Descoberta da leitura
Fui apresentada aos livros ainda pequena, quando não sabia nem ler, pela minha querida mãe que não concluiu nem a quinta série (4 ano ) , mas que fala e escreve maravilhosamente bem ( diga-se de passagem) por conta deste hábito que adquiriu sozinha. Ela não lia classicos da literatura, lia Sabrina.
Um dia eu pedi para que ela me contasse as histórias e ela não podendo contar o que lia inventava um monte de histórias e assim começou a minha vontade de também poder ler sozinha aquelas histórias para contar também assim como ela. Nesse meio tempo fiu alfabetizada e minha mãe começou a comprar livros de fábulas para mim, me recordo que tinha bastante gravura, o que possibilitava ainda mais meu mergulho naquelas histórias. Depois com o tempo ela ganhou a coleção vaga-lume (usado) e eu li todos.
Depois na minha adolescencia li todos os livros do Paulo Coelho, me arrependo um pouco, porque perdi meu tempo. Poderia ter lido Machado de Assis , José de Alencar , Guimarães Rosa ou Eça de Queiroz. E foi isso que fiz na faculdade com um pouco de dificuldade, pois não tinha muito tempo para a leitura - tinha que trabalhar o dia todo.
Hoje tento recuperar o tempo lendo os classicos que não li. Amo de paixão ler. Estou tentando passar isso para meus filhos assim como minha mãe fez comigo.
Minhas primeiras leituras
Meu pai ( professor de História Advogado)
,contava muitas histórias para eu dormir. Adorava, desde muito pequena ,escutar
aquelas aventuras mágicas e fascinantes, que me envolvia e acalentava
.
Aprendi a ler com ele antes mesmo de entrar
para a primeira série.
Na minha época de infância , ( que saudades
daquele tempo), brincávamos na rua, na casa das amigas, a televisão só á noite e
ainda assim depois de fazer os deveres da escola, por isso eu lia
muito.
Não tínhamos a facilidade da
internet . Aprendi me divertindo com a coleção do Monteiro Lobato.
Através dos meus livros estudei, fiz pesquisa
para a escola, viajei por diversos países, sonhei, conheci usos e costumes de
diferentes época.
A cada livro me transformava na heroína,
imaginava estar em lindos bailes, valsando pelos magníficos salões, com vestidos
deslumbrantes. Outras vezes chorava e sofria pelo destino das
personagens.
A leitura me proporcionou um desenvolvimento
crítico, um conhecimento de mundo que me ajudou muito na faculdade e no
decorrer de minha vida.
À leitura é um exercício fascinante de
possibilidades de aprendizado.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A PRIMEIRA GRANDE EXPERIÊNCIA:
Sem dúvida, a minha primeira grande experiência com a palavra escrita foi
coordenada por minha mãe. Ela foi a primeira pessoa que percebeu a minha paixão
por tentar construir versos e embora eu tivesse apenas dez anos de idade, me
ensinava a contagem métrica, cortava, acrescentava, criticava, elogiava e isso
me fazia muito feliz, embora fosse uma época de muita pobreza. Em seguida, já no
antigo ginásio, tive a sorte de encontrar alguns maravilhosos professores que
acompanharam e alimentaram essa minha paixão pela poesia que me acompanha até
hoje e é parte relevante da minha existência. É claro que na sequência dos estudos e da vida, fui encontrando pela
frente os grandes mestres em prosa e verso. Ainda me lembro com clareza da
primeira vez que me apresentaram Drummond, Fernando Pessoa, Machado de Assis,
Clarice, Neruda, Brecht, Vinícus,Cecília, Bandeira e tantos outros. A cada
encontro uma intensa transformação. E o menino pobre foi aprendendo riquezas
interiores e passou a se sentir, de fato, um cidadão.
Paulo Franco
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