segunda-feira, 12 de novembro de 2012

OS TEXTOS ABAIXO SÃO ATIVIDADES DO CURSO DE LEITURA E ESCRITA EM CONTEXTO DIGITAL - 2ª EDIÇÃO - 2012 - TURMA 61 - GRUPO 4

AS ATIVIDADES FAZEM PARTE DO MÓDULO 3 - GÊNEROS DO DISCURSO - CONVERSA TELEFÔNICA

domingo, 11 de novembro de 2012

Conversa telefônica

 
 
- Alô?
- Alô`
- Cris é você?
- Sim, quem está falando?
- Sou eu Cris, a Maria! Desculpe te ligar tão cedo.
- Oi Maria, não estava econhecendo sua voz. O que foi? Parece preocupada?
- Estou mesmo Cris! Preciso te contar uma coisa no mínimo estranha e no máximo curiosa que está me acontecendo agora. Nem sei o que pensar direito!
- Fala logo o que foi! Agora eu que estou curiosa.
- Tem um cadáver na soleira da minha porta!
- Como assim?
- Estava no banheiro escovando os dentes, quando a campainha tocou, fui atender. E para meu espanto a visita era o cadáver estirado na porta da minha casa.
- Credo Maria! Você não está com medo?
- Não! Medo não, estou preocupada. Até coloquei o dedo para verificar se estava vivo e foi aí que percebi que não, porque está geladíssimo.
- E agora?
- Já chamei a policia. Deve estar chegando.
- E...
- Desculpe Cris, agora vou ter que desligar porque a polícia chegou. Beijos.Tchau!
- Tchau. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ENQUANTO ISSO, NA TERRINHA...


Tião veio para São Paulo, mas a família ficou inteira no norte. Na cidade grande, a velocidade da vida quase que não permitia o contato entre esses pólos e, por essa razão, Tião estranhou o número desconhecido que aparecera no visor de seu modernoso aparelho celular.

- Alô?! - em tom de questionamento.
- Alô, Tião? Oh meu filho, aqui quem fala é o seu pai.
- Santa Bárbara! Seu Joaquim, quanto tempo!
- Mas é, cabra, você se escondeu aí na “prediaiada”.
- Aqui não tem como, né? Mas conta pra mim, como é que tá a terrinha?
- Bem, por aqui a coisa não tá lá tão boa não...
- Poxa, conta pra mim, o que houve?!
- Ah, você nem sabe... as 'horta' lá de casa 'tão' morrendo tudo.
- Morrendo? Mas por quê? A seca tá brava?
- Não, não é isso não...
- Então o que é?
- É que seus irmãos foram tudo embora.
- Embora? Mas por quê?
- Ah, acho que foi porque o seu velho foi preso, né? Tô ligando aqui da prisão...
- PRESO?! Como assim preso?! Por que você seria preso?
- Por que eu apaguei um cabrunco aqui.
- Meu senhor! Mas você matou um cara? Não é possível... por que isso aconteceu?
- É que eu achei um presunto na porta do nosso barraco, aí apaguei o responsável.
- Achou um defunto? De quem?
- Da sua mãe.

domingo, 4 de novembro de 2012

 Antes fosse um trote ...

Michelle e Natalie são amigas. Em um certo dia, Natalie depara-se com uma cadáver em sua porta e liga imediatamente, ainda em choque, para sua amiga Michelle.

__ Al ...
__ Michelle !
__ Oi! Natalie ? Que foi ? Que voz estranha é essa ? Você tá bem ?
__ Não !
__ Não ?
__ Não !
__  Você tá me deixando preocupada com esse tom. O que aconteceu ? 
(Silêncio)
__ Fala logo mulher, pelo amor de Deus !
__ Um cadáver !
__ De barata ( Risos )
__ Não !
__ Como assim, não ?!
__ Não !
__ Então você tá querendo dizer um cadáver ... cadáver ? 
__ Uhum ...
__ De gente ?
__ É criatura ! Bem na minha porta ! Tô em choque aqui, sem saber o que fazer ! O rosto tá desfigurado, eu não tenho coragem pra mexer, procurar algum documento pra saber quem é, sei lá ... Vem pra cá, amiga, por favor ! Tô começando a entrar em pânico aqui ! Me ajuda !
__ Ai meu pai ! Calma, calma, calma, Nati. Eu tô saindo de pijama mesmo, já tô pegando a chave do carro e em cinco minitunhos eu tô chego aí.
__ Obrigada, Mi ! Obrigada, obrigada ! Mas você acha que eu já devo avisar a polícia ? 
__ Mas não avisou ainda, menina ? Avise já. Tô saindo daqui, já já chego aí. Fui.

SOCORRO!CACAU, ME AJUDE, PORQUE A POLÍCIA NÃO VEM.

Thaís, pessoa que encontrou o cadáver.

Maria Candida ( Cacau) - pessoa que recebe o telefonema.


_ Cacau , Cacau ....?

_ Oi Thaís, tudo bem, querida?

_ Tudo bem, nada. Por favor me ajude, não sei o que fazer, estou insegura e desesperada..

_ O que aconteceu para estar nesta aflição? Fala logo. Morreu alguém?

_ Cruzes, Cacau, como advinhou? Ao abrir a porta de casa, para ir trabalhar, encontrei um cadáver , na calçada.

_ Como assim, Thaís? Que brincadeira mais boba.... Está querendo me assustar? Porque se esta era a sua intenção, conseguiu, sua cretina.

_ NÃO ! Não é brincadeira, é a mais pura verdade.

_ Thaís, explique isso direito, antes que encontre outro cadáver, o meu !!!!!

_ È uma moça loira. bonita. mas está muito machucada. Parece que apanhou muito antes de morrer.

_ Você a conhece?

_ Não tenho a menor ideia de quem seja. Não tive coragem de mexer em nada. Estou em pânico. Liguei para a polícia, mas ela ainda não chegou.

_ Larga de ser boba, Thaís. Peque a bolsa e veja se tem algum documento que a identifique.

_ Euuuu!!! de jeito nenhum. Pare de falar o que eu devo fazer e venha já para cá. Entendeu, ou precise que eu desenhe?

_ Haja paciência, estou indo, fique calma. Chego em minutos.
OS TEXTOS ABAIXO SÃO RELATOS DO GRUPO 4 SOBRE AS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS COM LEITURA E ESCRITA - ESTA ATIVIDADE FAZ PARTE DO MÓDULO 2 - TURMA 61 DO PROGRAMA PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA CONTEMPORANEIDADE - 2ª EDIÇÃO - 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

É engraçado recordar minhas experiências com leitura e escrita, pois as que mais me marcaram, foram aquelas quando eu ainda mal sabia ler e escrever. Lembro-me que minha mãe sempre comprava  livros de contos de fada, onde era possível abrir a porta do castelo, abaixar as pontes e a história eu mesma criava de acordo com os desenhos e assim era com os gibis também. Os livros de receita de minha mãe eram todos rabiscados, pois como eram feitos do próprio punho dela, eu ficava fascinada e achava que a letra dela era um desenho de tão linda. Já alfabetizada, o que fascinou mesmo foi a enciclopédia Barsa. O conteúdo de inglês e do corpo humano  para mim eram deslumbrantes. Inclusive meu interesse  pelo inglês começou ali, naquele contato, onde eu sem conhecer a pronúncia correta, lia do jeito que estava escrito e também deixava algumas coisas escritas.  Agradeço a minha família por não ter ficado brava com meus rabiscos nos livros ou nas paredes, por terem visto de uma maneira saudável, engraçada e produtiva, porque penso que se tivesse sido diferente, talvez isso tivesse impactado de maneira negativa em meu aprendizado e gosto pelas letras.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Descoberta da leitura

Fui apresentada aos livros ainda pequena, quando não sabia nem ler, pela minha querida mãe que não concluiu nem a quinta série (4 ano ) , mas que fala e escreve maravilhosamente bem ( diga-se de passagem) por conta deste hábito que adquiriu sozinha. Ela não lia classicos da literatura, lia Sabrina.
Um dia eu pedi para que ela me contasse as histórias e ela não podendo contar o que lia inventava um monte de histórias e assim começou a minha vontade de também poder ler sozinha aquelas histórias para contar também assim como ela. Nesse meio tempo fiu alfabetizada e minha mãe começou a comprar livros de fábulas para mim, me recordo que tinha bastante gravura, o que  possibilitava ainda mais meu mergulho naquelas histórias. Depois com o tempo ela ganhou a coleção vaga-lume (usado) e eu li todos.
 Depois na minha adolescencia li todos os livros do Paulo Coelho, me arrependo um pouco, porque perdi  meu tempo. Poderia ter lido Machado de Assis , José de Alencar , Guimarães Rosa ou Eça de Queiroz. E foi isso que fiz na faculdade com um pouco de dificuldade, pois não tinha muito tempo para a leitura - tinha que trabalhar o dia todo.
Hoje tento recuperar o tempo lendo os classicos que não li. Amo de paixão ler. Estou tentando passar isso para meus filhos assim como minha mãe fez comigo.

Minhas primeiras leituras

Meu pai ( professor de História Advogado) ,contava muitas histórias para eu dormir. Adorava, desde muito pequena ,escutar aquelas aventuras mágicas e fascinantes, que me envolvia e acalentava .

Aprendi a ler com ele antes mesmo de entrar para a primeira série.

Na minha época de infância , ( que saudades daquele tempo), brincávamos na rua, na casa das amigas, a televisão só á noite e ainda assim depois de fazer os deveres da escola, por isso eu lia muito.

Não tínhamos a facilidade da internet . Aprendi me divertindo com a coleção do Monteiro Lobato.

Através dos meus livros estudei, fiz pesquisa para a escola, viajei por diversos países, sonhei, conheci usos e costumes de diferentes época.

A cada livro me transformava na heroína, imaginava estar em lindos bailes, valsando pelos magníficos salões, com vestidos deslumbrantes. Outras vezes chorava e sofria pelo destino das personagens.

A leitura me proporcionou um desenvolvimento crítico, um conhecimento de mundo que me ajudou muito na faculdade e no decorrer de minha vida.

À leitura é um exercício fascinante de possibilidades de aprendizado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A PRIMEIRA GRANDE EXPERIÊNCIA:

          Sem dúvida, a minha primeira grande experiência com a palavra escrita foi coordenada por minha mãe. Ela foi a primeira pessoa que percebeu a minha paixão por tentar construir versos e embora eu tivesse apenas dez anos de idade, me ensinava a contagem métrica, cortava, acrescentava, criticava, elogiava e isso me fazia muito feliz, embora fosse uma época de muita pobreza. Em seguida, já no antigo ginásio, tive a sorte de encontrar alguns maravilhosos professores que acompanharam e alimentaram essa minha paixão pela poesia que me acompanha até hoje e é parte relevante da minha existência. É claro que na sequência dos estudos e da vida, fui encontrando pela frente os grandes mestres em prosa e verso. Ainda me lembro com clareza da primeira vez que me apresentaram Drummond, Fernando Pessoa, Machado de Assis, Clarice, Neruda, Brecht, Vinícus,Cecília, Bandeira e tantos outros. A cada encontro uma intensa transformação. E o menino pobre foi aprendendo riquezas interiores e passou a se sentir, de fato, um cidadão. 

Paulo Franco